Igreja SUD Mundial

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, com sede na cidade de Salt Lake, USA, tem cerca de 12 milhões de membros. Mais da metade dos membros moram fora dos Estados Unidos.

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segunda-feira, 11 de abril de 2011

A Doutrina do Trabalho no Templo

  A Liahona  Agosto de 2002




David E. Sorensen
O templo é um lugar de revelação, de inspiração, meditação e paz — um lugar para nos fortalecermos, purificarmos nossa mente, encontrarmos respostas a nossas orações e desfrutarmos a satisfação de adorar e servir.

Depois de prestar serviço militar, retornei à casa de meus pais, em Utah, a cerca de 65 quilômetros da cidade de Manti. Pouco antes, havia-se anunciado o plano para a construção de um acréscimo no templo de Manti, e os líderes da Igreja estavam procurando voluntários para ajudar no projeto. Inscrevi-me para um turno de duas semanas de duração, e logo me vi com uma picareta em punho, quebrando enormes blocos de pedra e removendo pedras da parte externa do templo. O sol escaldante do verão ardia em nossa cabeça o dia inteiro, e o trabalho em si era fisicamente desgastante e mentalmente enfadonho. Por algumas vezes em que estava tentando remover algumas pedras, pensei se não tivera me precipitado ao responder à convocação de voluntários.

Com o correr dos dias, porém, tive uma experiência espiritual memorável. Por diversas vezes, em meio ao trabalho opressivo, ouvi e senti o Espírito Santo dizer-me que algum dia estaria envolvido na construção de outros templos. Foi um sentimento muito brando, mas também muito claro. Na ocasião estava preparando-me para voltar a trabalhar num rancho de gado, sendo dessa forma pouco provável pensar que poderia me envolver na construção de templos. Todavia, aceitei aquele sentimento como uma inspiração. Passaram-se os anos, e ocasionalmente ficava imaginando como aquilo aconteceria, mas tinha a certeza de que a voz mansa e delicada falara-me aquelas palavras.

Por alguns anos, tenho tido o privilégio de ver que a promessa se cumpriu de uma forma que nunca imaginei, sendo que tive a oportunidade de trabalhar no Departamento de Templos durante esse emocionante período de crescimento. Presenciei pessoalmente o comprometimento do Presidente Gordon B. Hinckley de tornar o acesso aos templos mais fácil a um número maior de pessoas no mundo inteiro. Compartilho seu entusiasmo pelas bênçãos que podem advir das ordenanças do templo. O Presidente Hinckley disse: “Exorto nosso povo em todos os lugares, com toda a persuasão de que sou capaz, a viverem de maneira suficientemente digna para possuírem uma recomendação do templo; a obterem uma recomendação; a considerarem-na como algo valioso; e a fazerem um esforço maior para ir à casa do Senhor e participar do espírito e das bênçãos lá encontradas”. 1 Dessa forma, o Presidente Hinckley está ecoando as palavras dos profetas que o antecederam. Por exemplo, o Profeta Joseph Smith advertiu sobre as conseqüências de deixar de usar os templos à nossa disposição: “Os santos que negligenciam esse trabalho [no templo] em favor de seus parentes mortos, fazem-no pondo em risco a própria salvação.” 2

Claramente as ordenanças do templo têm um significado eterno, mas podem também constituir-se num desafio. Espero poder dar algumas contribuições para ajudar os membros da Igreja a compreenderem melhor a natureza dos templos e também fornecer alguns lembretes e conselhos práticos sobre maneiras de preparar-se para a adoração no templo.

O “trabalho” Na “obra Do Templo”

A obra do templo é um ato de serviço. O templo é um lugar onde temos a oportunidade de fazer algo pelos outros. Em recentes dedicações de templos, o Presidente Hinckley sugeriu que não nos preocupássemos tanto com os benefícios pessoais de freqüentar o templo, mas que nos concentrássemos na obra do templo como um “trabalho” de fato. São inúmeras as bênçãos resultantes da freqüência ao templo, porém não podemos perder de vista o fato de que é um trabalho e como tal requer compromisso e obrigações.
O trabalho no templo não é diferente de outros tipos de serviço na Igreja, tais como servir em uma missão ou fazer visitas de mestres familiares e professoras visitantes e prestar socorro a alguém. Tais atos de serviço geralmente custam-nos algo e freqüentemente requerem algum sacrifício. Nosso profeta convida-nos a ter essa mesma atitude ao freqüentarmos o templo. Devemos ir ao templo para prestar serviço, não com propósitos egocêntricos ou egoístas. O Salvador disse: “Porque, qualquer que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas qualquer que, por amor de mim, perder a sua vida, a salvará.” 3
Se vamos ao templo unicamente em proveito próprio, podemos estar, na verdade, negando a nós mesmos o acesso aos maiores benefícios espirituais. Pensem sobre as coisas que fazemos quando vamos ao templo. Elas são semelhantes ou não às atividades que chamamos de “trabalho”? O trabalho geralmente é algo difícil, desafiador e às vezes tedioso; por outro lado, podemos pensar nele como algo agradável. O trabalho requer que estejamos engajados no processo. Talvez, se na nossa auto-avaliação, percebemos que nossa ida ao templo é uma atividade passiva, podemos não estar recebendo tudo a que temos direito.
Um exemplo claro disso poderia ser a diferença entre ir ao templo como um oficiante ou como um simples usuário. Ao ir ao templo, um oficiante considera a obra lá realizada como um trabalho; desde a memorização até os procedimentos, há muito o que fazer. O resultado de tal esforço é que os oficiantes se familiarizam com as ordenanças e têm oportunidade de aprender e crescer ainda mais. Ao trabalhar duro no templo de Manti quando rapaz, descobri que a disposição para trabalhar e servir pode preparar nosso coração para receber revelações espirituais.
Embora o templo seja certamente um lugar de refúgio, um retiro para aprendizagem e autoconhecimento, há talvez ainda mais benefícios em ir ao templo para fazer um trabalho rigoroso, que requer mais de nós. Um dos benefícios de existirem muitos templos é não apenas o fato de mais membros poderem ir, mas o fato de mais membros poderem servir como oficiantes.
Além disso, uma atitude de disposição para o serviço pode ajudar-nos a enxergar antigos conceitos sob uma nova perspectiva. Considerem o paralelo entre os padrões de ensino das ordenanças do templo e as parábolas contidas nas escrituras. Ambos possuem múltiplos níveis de significado. Muitas das parábolas que o Salvador ensinou eram difíceis de entender para a maioria dos ouvintes. Para alguns, pareciam simples e triviais. Por exemplo, na parábola das dez virgens, dos talentos, da ovelha perdida, da viúva e do juiz injusto ou do filho pródigo, há uma história, uma mensagem que mesmo um observador descuidado poderia perceber. Porém, uma análise mais profunda dessas mesmas histórias evidencia grandes verdades que explicam alguns dos princípios centrais, fundamentais do reino. Da mesma forma, as ordenanças do templo podem ter partes que parecem simples, mas aqueles com uma visão espiritual mais aguçada conseguem captar nelas verdades profundas.



Um comentário:

Murilo Vicente disse...

Que maravilha de Blog... Parabéns.. mensagem muito edidicante!! www.murilovisck.blogspot.com